Isto (o subtítulo de hoje) é o que o (compositor norte-americano) Nico Muhly diz da peça Tehillim, do (compositor norte-americano) Steve Reich. Especificamente: de quando, no primeiro andamento, uma depois da outra, se juntam as quatro vozes. «Suddenly, all four voices are in canon (...). It’s an ecstatic moment: insistent 16th notes in the maraca, 8th notes pattering in the winds, organs and voices, and glacially slow harmonies in the strings and low winds». Esta música: rápida e lenta: ao mesmo tempo. Como é isso que eu quero para as minhas férias, o rápido no lento, o lento no rápido, escolhi dezasseis álbuns de música (vamos dizer) minimalista: um por cada dia que a livraria não vai estar aberta:
Terry Riley: In C (1964, lançado em 1968)
Tony Conrad with Faust: Outside the Dream Syndicate (1973)
Julius Eastman: Femenine (1974)
Charlemagne Palestine: Strumming Music (1974)
Louis Andriessen: De Staat (1976)
Steve Reich: Music for 18 Musicians (1976, lançado em 1978)
Arvo Pärt: Tabula Rasa (1977, lançado em 1984)
Brian Eno: Ambient 1: Music for Airports (1978)
Philip Glass: Dance Nos. 1-5 (1979, lançado em 1980)
Meredith Monk: Dolmen Music (1981)
Glenn Branca: The Ascension (1981)
Jon Hassell: Aka/Darbari/Java (1983)
John Adams: Shaker Loops / Light Over Water (1978 e 1983, lançado em 1987)
Mikel Rouse: Quorum (1984)
Steve Roach: Structures from Silence (1984)
Pauline Oliveros: Deep Listening (1989)
Hoje, sexta, e amanhã, sábado, ainda cá estamos. Voltamos no dia 25, apenas no horário da tarde: entre as 14h30 e as 19h. Passem pela livraria a dar-me um olá: durante duas semanas só estou cá eu, que o Paulo vai ganhar dinheiro para outro sítio. A propósito disso: nos dias 27 de agosto e 3 de setembro não abrimos: porque a livraria vai à Feira do Livro do Porto.
Mas de hoje a oito ele já vos explica: que a newsletter não pára.
Boa semana,
r


Pelos álbuns que conheço, óptima selecção (e vou ouvir os que não conheço).